Mônica esperava esse momento desde que o conheceu; e estava certa que era tudo que queria embora as condições fossem desfavoráveis.
Lá estava ela ansiosa na porta a esperá-lo...
Edu parou o carro e sem cerimônia Mônica foi entrando, temendo ser notada por algum conhecido. Se entre olharam tímida e fixamente como quem precisasse mapear detalhes um do outro, ou gravar pra sempre na memória...
Iniciaram ali uma conversa amistosa, e a cada gesto de Edu, Mônica sentia seu corpo estremecer; como se ele fosse a agarrar a qualquer momento, e ela adorava essa sensação. De repente a conversa cessou por olhares; olhares de desejo, vontade... Os corpos estavam conversando... Edu então acariciou a sua face sem perceber o medo que a envolvia, e enquanto ela sentia a suavidade desse toque, Edu a beijou. A princípio de leve, contido, esperando resposta e teve quando Monica envolveu seus braços no corpo de Edu com desejo de anos guardado, contido, censurado. Um beijo que de tão fugas os fizeram gemer... Aquele beijo era sim, tudo que Mônica queria, desejava e ansiava há muito tempo.
Envolvida naquele ardente momento, não percebeu as mãos de Edu invadir seu corpo. Quando deu pó si, era tarde par pedir pra parar! Ela já estava entregue; as mãos de Edu eram precisas e faziam Mônica delirar de prazer. Edu a tocou inteira,e apertou, beijou, e a fez sentir muito prazer em estar ali...
Mesmo dentro do carro, parecia que o mundo lhes pertencia. Edu se virou sobre Mônica e sem a pedir a invadiu e tomou seu corpo com uma pressão mágica. Mônica sentia o corpo de Edu sobre ela e sentia dentro de o único lugar onde deveria estar era ali mesmo, sentindo Edu dentro dela; e com movimentos cada vez mais rápidos, Edu sente-se realizado de tanto prazer. Ofegante, ele deitou sobre ela e a agradeceu por fazê-lo tão feliz e permaneceu ali se perguntando o que havia nela de tão especial que o deixava louco de tesão... Entre beijos e abraços se curtiram por mais um tempo ali deitados sobre o banco do nada espaçoso carro. Mas pra Mônica isso não importava, em qualquer lugar, desde com Edu, ela se sentiria no céu. E sabia que sempre poderia contar com ele, com seus beijos e com seus carinhos. Quando acordou Mônica não sabia ao certo o que havia sido real, mas sentia em seu corpo, marcas da noite que passou sonhando...
Alessandra José de Carvalho
Paracatu,11 de Agosto de 2010