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Eu sou uma pessoa romantica ao extremo, negativista e alto astral... Voçê pode pensar que ser negativista e alto astral são idéias opostas, certo? Mas eu sou assim... Só me conhcendo pra ter certeza disso!

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segunda-feira, 11 de julho de 2011

AMORES QUE VEM E QUE PASSAM II

                                                             

Camila sentia muita falta de Éder, sentia o peito apertar e lhe tirar o ar dos pulmões. Isso porque havia apenas uma hora que eles haviam se separado. Por sentir tanta falta dele, sentia que já era passada a hora de reencontrá-lo; mesmo que de longe, mesmo que sem poder matar sua vontade de se sentir acolhida em seus braços. Camila precisava desse momento.
Encontrara dia e hora pra revê-lo, e estava toda animada. Era saudade demais. E junto a esse dia, veio com ele a triste notícia que Éder iria se casar... Havia reatado com a ex e decidiram se casar.
Camila sentiu um misto de dor e raiva. Tinha mais de um ano que eles se encontravam e se amavam sem medidas. Mas, no entanto, sabia que ele tinha no passado essa ex que ele amara muito e que deixara marcas profundas nele, e principalmente sabia do risco que corria ao se envolver com Eder. Um risco que ela gostava de correr e não sabia até que ponto esse risco era apenas um risco... Ou se no meio do caminho havia virado amor sem limites. Quando enfim teve oportunidade de
Revê-lo, Eder passou por Camila fingindo não a ver. E pra ela isso foi como um tiro direto no peito. Com o menosprezo, veio a revolta, o rancor e o desejo de vingança...
Planejou, armou, arquitetou, seduziu, e um mês depois, retorna pela porta da frente na casa de Eder como sua cunhada... e Camila pode ver nos olhos de Eder sua reprovação pelo que estava acontecendo. E ela adorava essa sensação de deixá-lo com ódio dela.
Por ser bem extrovertida, logo conquistou toda sua nova família e em dado momento, chegara a ser o centro das atenções; exceto de Eder, que ficara muito incomodado com sua presença oficial em sua casa.
Já era noite, quando num mero descuido, Camila sentiu seu corpo ser puxado para um como da casa, e ser jogada contra a parede. Era ele, pensou... e sentiu uma enorme excitação tomar seu corpo. Estava escuro. E um beijo invadiu seu ser num silencio profundo e encantador...
Camila sentia um fogo subir-lhe as pernas e derreter seu corpo. Não resistiu ao desejo que lhe consumiu. Deixou-se levar pelo momento, pela doçura daqueles lábios que a envolvera com desejo e ternura. Estava entregue, despida de armas, e quando finalmente foram um, percebeu que estava rendida de corpo e alma a uma pessoa que nem sabia se era mesmo quem ela queria que fosse. O momento não lhe permitia raciocinar direito.
Depois de ir ao céu com os pés fincados ao chão, levantou-se temerosa e ascendeu a luz, era hora de revelar segredos..
Era Raul... Seu namorado, com o qual nunca havia se relacionado antes... E ele sorrir um sorriso que nunca mais saiu da mente de Camila...
Eder estava enfim, apagado da sua vida... Enquanto ela permaneceria nos pensamentos de Eder para sempre...

                                         ALESSANDRA CARVALHO. 11/07/2011

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Imaginação parte I

Essa história é baseada em um dia que cheguei na cidade da minha mãe muito estressada.
Como havia acabado de chegar, não podia deixar transparecer tanta irritação, ao deitar me peguei divagando na várias possibilidades de um desenrolar diferente pra esse dia...

E será narrado em primeira pessoa...


Quando desembarquei na rodoviária, estava cansada, e muito chateada com meu casamento e minha recente vida de casada, precisava desabafar, conversar, rir um pouco. Liguei pra uma amiga e marquei num restaurante que costumávamos freqüentar antes de eu me casar. Saí da rodoviária com mala e tudo e fui pro tal lugar, ao chegar, pedi que guardassem minha mala e mandei que reservassem um vinho bem gelado até minha amiga chegar... Procurei uma mesa que estivesse afastada da multidão e me sentei. Pedi um suco e me desliguei do local onde estava perdida nos meus problemas, quando um garçom se aproximou com uma garrafa de um bom vinho e duas taças, oferecendo como cortesia de um homem que estava na mesa à minha frente. Só então percebeu que se desligara do mundo a sua volta, o homem sorriu, e eu fiquei muito desconcertada. E mesmo estando muito sem graça, resolvi agradecer a gentileza; levantei, peguei o vinho e as duas taças e fui à mesa dele. Agradeci, mas pedi que me acompanhasse porque é feio deixar uma dama tomar vinho sozinha ele sorriu novamente, então percebi que ele era lindo. Apresentei-me e começamos a conversar. Seu nome era Oscar, 35 anos, morando há dois na cidade, além de alto, e bonito, tinha em sua boca os dentes mais lindos que eu já havia visto em minha vida! Depois de dez minutos eu nem lembrava mais dos meus problemas e ria como há muito tempo não fazia. Não pensei em agradar, me fazer ou parecer inteligente, apenas era eu.
Minha amiga chegou e continuamos a conversar até quase sermos expulsos do local. Era tarde, ele me levou em casa. Trocamos telefones, MSN, email...
No outro dia levantei cansada, mas meu humor era outro, todo o estresse, cansaço e irritação ficaram nas várias taças de vinho tomadas durante a conversa... Todo mundo notava que eu estava de fato feliz.
Durante o dia, por varias vezes meu celular tocou, mas não atendi. Era Oscar. Eu não sabia o que dizer.
A noite havia marcado o dia das meninas com minha amiga e minha irmã em uma chopperia, e lá estava muito bom, muitas pessoas bonitas e outras nem tanto assim. Meu telefone toca e era o Oscar, num impulso, atendi, e ele disse:
-Você está linda hoje !
Eu queria morrer de vergonha, mas continuei a conversa até ele revelar que estava numa mesa bem mais atrás da minha. Virei-me e olhei, ele estava lá... Eu sorri e os convidei a vir se juntar as meninas... Desta vez, ele não estava só, trazia consigo um amigo muito cheiroso e de excelente astral. Seu nome era Theodoro, nosso mais novo amigo Théo. Que me confidenciou que Oscar o fizera percorrer com ele quase todos os bares, lanchonetes e restaurantes da cidade em busca ele não sabia de que, mas que na hora que ele me ligou ele entendeu o por que! Mais uma vez fiquei envergonhada. O resto da noite foi de muito papo e sorrisos. No dia seguinte eles iam a uma fazenda terminar a verificação de um projeto e nos convidou a ir lá conhecer o local que diziam ser dos mais lindos. Era um domingo, e o dia estava lindo. A fazenda era um lugar espetacular, com várias arvores de sombra, espaço com jogos, piscinas, quadras... E uma cachoeira de encher os olhos. Nos divertimos durante todo o dia. Na hora da soneca geral, eu sai e fui na cachoeira pra ela trazer e levar embora todos os sentimentos que eu trazia no peito. Pois água me acalma profundamente, me traz paz de espírito. Sentei a beira do rio e esqueci novamente do mundo a minha volta. Ao voltar a mim, percebi que não estava só. Oscar tinha os olhos fixos em mim, um olhar profundo e constrangedor. Eu sorri e perguntei se ele estava curtindo a vista, pra descontrair o ambiente... Penso que ele estava pra explodir na fissura de falar comigo, pois mal me calei ele foi falando que tinha se apaixonado por mim, apaixonado não, porque a paixão passa, e o que ele estava sentindo ia muito além de uma paixão ou desejo físico, que jamais na vida havia sentido por mulher nenhuma as coisas que ele sentiu quando me viu, e quando sorri pra ele na noite anterior, ele teve a certeza de que era eu a pessoa que ele esperou durante toda a vida. Eu senti meu peito parar, e fiquei sem ação nenhuma, mas como queria mostrar maturidade, expliquei que não tinha razão de ser, pois eu era casada há pouco tempo, e gostava do meu marido. Ele disse então que sabia que não tinha direito de cobrar reciprocidade da minha parte, mas que sentia necessidade de falar, se a busca dele havia acabado, e em mim, eu tinha o direito de saber. Eu ouvia tudo aquilo sem acreditar, mas estava adorando tudo isso, não tinha como não se envolver, Oscar era um homem muito atraente e sabia disso. Então nos beijamos. Não só uma, varias vezes, e eu vivi aquele momento sem culpa ou medo... meu casamento terminava ali.   

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

...ELES...
Já tinham quase quatro meses que Luciana não via Jonas, e ela sentia muita falta dele; e por mais que ela quisesse, não iria atrás dele nunca. Não fora dela a decisão de permanecerem longe por tanto tempo.
Jonas agora era noivo. Embora ele houvesse prometido que nunca sairia da vida de Luciana, havia desaparecido o tempo, e deixado apenas as marcas dos teus beijos gravada nos lábios dela, e ela revivia-os em pensamento a todo o momento.
Luciana sabia que se ligasse, teria tudo de volta, mas por um curto espaço de tempo, tão pouco que ela acabava por desistir sempre. Não era assim que ela queria. Ela queria tudo com ele, a vida a dois, a convivência, a chatura, absolutamente tudo, e sabia que Jonas não era de assumir o que sentia por ela, nunca! Mesmo que tudo entre ele fluísse como em filme muito romântico e gostoso de assistir.
Sem saber o feitiço que os unia e sem a menor cerimônia, Luciana se deixou levar por tudo que Jonas a fazia sentir no corpo e na alma... Respeitando uma vontade do seu corpo e principalmente do seu coração, correu atrás de Jonas pois não entendia o que sentia, mas a sensação a fazia se sentir bem, e era maravilhoso se sentir assim. Jonas a recebeu surpreso e solene, cheio daquilo que não era ele. Frio, distante, totalmente sem identidade. Não era nem de longe o cara que ela conhecia. Isso a fez se sentir meio tola, meio boba e desnecessária.
Ao voltar pra casa não sabia de verdade o que sentia, nem se o homem que viu era real. Pois fugia completamente do homem que a completava de corpo e alma em raros e maravilhosos momentos.
Depois desse triste evento, Luciana decidiu que era hora de não pensar mais em viver aquele amor, que nunca fora confesso, mas vivido intensamente.
Jonas nunca falava de seus sentimentos, das coisas que ia na alma, mas Luciana sabia, ela sentia tudo que passava na cabeça e no peito de Jonas. Ele demonstrava o que sentia sem palavras, com atos. De vez em quando Luciana o forçava a falar que sentia falta dela ou que a desejava muito, mas era dito sem olhar nos olhos, e ela achava isso muito sexy...
Quinze dias se passaram até que Luciana não pensasse a todo o momento em Jonas, trabalhava normalmente, e se dedicara a estudar. Para esquecer. Dado dia, Luciana chega a seu trabalho e encontra em cima da mesa um lindo e singelo buquê de rosas brancas com cartão que dizia: Estou encantado por você, pela sua garra e beleza!
Seu coração encheu-se da mais vaga esperança. Ao ler aquela simples frase. Aquela era a chance a ser agarrada para que ela conseguisse arrancar Jonas de vez do seu peito.
A cada dia e em diversos momentos, Luciana encontrava em sua mesa algum presente sempre acompanhado de um bilhete. E ela estava ficando cada dia mais envolvida com um anônimo... ela gostava da sensação de ser amada. Apenas ela recebia afeto nessa relação. Dez dias depois, apenas um bilhete...
Amanhã a gente se vê.
Te pego as 20:00 hs na sua casa
Jantar.
OBS: Você está linda hoje!!!!!!
Por um breve momento Luciana sentiu medo daquilo tudo... Além de saber todos os seus gostos, ainda sabia seu endereço... Com medo, mas acima disso tudo, com muita vontade, perdeu o medo e se arrumou. Às vinte horas em ponto pára um carro em frente a sua casa. Buzina, sem pensar duas vezes, para não desistir, Luciana saiu de casa e entrou no carro cheia de coisas pra falar e congelada! Virou-se devagar para o motorista...
Era Jonas...
Um misto de alegria e dor invadiu seu peito nesse momento. Junto com o sentimento, vieram as lágrimas e as perguntas...
_Com que direito você fez isso?
-Acha engraçado fazer brinquedo das pessoas que te querem bem?
-Quem te ajudou nisso Jonas?
-Por quê? E não consegui falar mais nada, apenas chorava.
Jonas em silêncio, ligou o carro e saiu...
Longe Dalí, ele começou a falar enquanto ela ainda chorava...
Não, você não é nem nunca foi um brinquedo.
Não, eu não tive ajuda, uma vez que sei tudo sobre você.
E fiz tudo isso pra não deixar escapar mais uma vez o amor da minha vida! Se é você quem eu amo, é com você que devo ficar!
Perdoa, tentei me enganar aquele dia dizer a mim mesmo que não era você quem eu amava, mas era você quem eu tinha no pensamento a todo o momento... Perdoa?
Luciana ainda sem acreditar muito no que ouvia e no momento que esperou toda vida foi tomada por um desejo irresistível....
Eles começaram há muito tempo essa história de amor, mas somente agora resolveram vivê-la com tudo que ela pode oferecer e sem medo de serem felizes por um dia, uma semana, um mês, um ano, ou para o resto da vida...