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Eu sou uma pessoa romantica ao extremo, negativista e alto astral... Voçê pode pensar que ser negativista e alto astral são idéias opostas, certo? Mas eu sou assim... Só me conhcendo pra ter certeza disso!

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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Imaginação parte I

Essa história é baseada em um dia que cheguei na cidade da minha mãe muito estressada.
Como havia acabado de chegar, não podia deixar transparecer tanta irritação, ao deitar me peguei divagando na várias possibilidades de um desenrolar diferente pra esse dia...

E será narrado em primeira pessoa...


Quando desembarquei na rodoviária, estava cansada, e muito chateada com meu casamento e minha recente vida de casada, precisava desabafar, conversar, rir um pouco. Liguei pra uma amiga e marquei num restaurante que costumávamos freqüentar antes de eu me casar. Saí da rodoviária com mala e tudo e fui pro tal lugar, ao chegar, pedi que guardassem minha mala e mandei que reservassem um vinho bem gelado até minha amiga chegar... Procurei uma mesa que estivesse afastada da multidão e me sentei. Pedi um suco e me desliguei do local onde estava perdida nos meus problemas, quando um garçom se aproximou com uma garrafa de um bom vinho e duas taças, oferecendo como cortesia de um homem que estava na mesa à minha frente. Só então percebeu que se desligara do mundo a sua volta, o homem sorriu, e eu fiquei muito desconcertada. E mesmo estando muito sem graça, resolvi agradecer a gentileza; levantei, peguei o vinho e as duas taças e fui à mesa dele. Agradeci, mas pedi que me acompanhasse porque é feio deixar uma dama tomar vinho sozinha ele sorriu novamente, então percebi que ele era lindo. Apresentei-me e começamos a conversar. Seu nome era Oscar, 35 anos, morando há dois na cidade, além de alto, e bonito, tinha em sua boca os dentes mais lindos que eu já havia visto em minha vida! Depois de dez minutos eu nem lembrava mais dos meus problemas e ria como há muito tempo não fazia. Não pensei em agradar, me fazer ou parecer inteligente, apenas era eu.
Minha amiga chegou e continuamos a conversar até quase sermos expulsos do local. Era tarde, ele me levou em casa. Trocamos telefones, MSN, email...
No outro dia levantei cansada, mas meu humor era outro, todo o estresse, cansaço e irritação ficaram nas várias taças de vinho tomadas durante a conversa... Todo mundo notava que eu estava de fato feliz.
Durante o dia, por varias vezes meu celular tocou, mas não atendi. Era Oscar. Eu não sabia o que dizer.
A noite havia marcado o dia das meninas com minha amiga e minha irmã em uma chopperia, e lá estava muito bom, muitas pessoas bonitas e outras nem tanto assim. Meu telefone toca e era o Oscar, num impulso, atendi, e ele disse:
-Você está linda hoje !
Eu queria morrer de vergonha, mas continuei a conversa até ele revelar que estava numa mesa bem mais atrás da minha. Virei-me e olhei, ele estava lá... Eu sorri e os convidei a vir se juntar as meninas... Desta vez, ele não estava só, trazia consigo um amigo muito cheiroso e de excelente astral. Seu nome era Theodoro, nosso mais novo amigo Théo. Que me confidenciou que Oscar o fizera percorrer com ele quase todos os bares, lanchonetes e restaurantes da cidade em busca ele não sabia de que, mas que na hora que ele me ligou ele entendeu o por que! Mais uma vez fiquei envergonhada. O resto da noite foi de muito papo e sorrisos. No dia seguinte eles iam a uma fazenda terminar a verificação de um projeto e nos convidou a ir lá conhecer o local que diziam ser dos mais lindos. Era um domingo, e o dia estava lindo. A fazenda era um lugar espetacular, com várias arvores de sombra, espaço com jogos, piscinas, quadras... E uma cachoeira de encher os olhos. Nos divertimos durante todo o dia. Na hora da soneca geral, eu sai e fui na cachoeira pra ela trazer e levar embora todos os sentimentos que eu trazia no peito. Pois água me acalma profundamente, me traz paz de espírito. Sentei a beira do rio e esqueci novamente do mundo a minha volta. Ao voltar a mim, percebi que não estava só. Oscar tinha os olhos fixos em mim, um olhar profundo e constrangedor. Eu sorri e perguntei se ele estava curtindo a vista, pra descontrair o ambiente... Penso que ele estava pra explodir na fissura de falar comigo, pois mal me calei ele foi falando que tinha se apaixonado por mim, apaixonado não, porque a paixão passa, e o que ele estava sentindo ia muito além de uma paixão ou desejo físico, que jamais na vida havia sentido por mulher nenhuma as coisas que ele sentiu quando me viu, e quando sorri pra ele na noite anterior, ele teve a certeza de que era eu a pessoa que ele esperou durante toda a vida. Eu senti meu peito parar, e fiquei sem ação nenhuma, mas como queria mostrar maturidade, expliquei que não tinha razão de ser, pois eu era casada há pouco tempo, e gostava do meu marido. Ele disse então que sabia que não tinha direito de cobrar reciprocidade da minha parte, mas que sentia necessidade de falar, se a busca dele havia acabado, e em mim, eu tinha o direito de saber. Eu ouvia tudo aquilo sem acreditar, mas estava adorando tudo isso, não tinha como não se envolver, Oscar era um homem muito atraente e sabia disso. Então nos beijamos. Não só uma, varias vezes, e eu vivi aquele momento sem culpa ou medo... meu casamento terminava ali.   

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