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Eu sou uma pessoa romantica ao extremo, negativista e alto astral... Voçê pode pensar que ser negativista e alto astral são idéias opostas, certo? Mas eu sou assim... Só me conhcendo pra ter certeza disso!

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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Amor Que Não Tem Fim... Parte I


Daniel era casado, pai de três filhos, com casamento sólido, estabilidade financeira, e coração ameno; pois pensava já ter vivido tudo que o amor pode proporcionar a um homem, e que definitivamente, apesar de não terem mais o fogo de antes, era Ingrid a mulher da vida dele... Casado há doze anos com ela, via nela mãe dedicada e esposa fiel. Daniel vivia sem pensar muito em si próprio, levantava, trabalhava, era participativo na vida escolar dos filhos, pois era pra eles que Daniel vivia,trabalhava e respirava.
Certo dia, enquanto levava o seu filho ao cirurgião dentista, viu um casal num chamego muito bom no meio da rua e se pegou perguntando se ainda amava Ingrid como no começo, mas logo abandonou esse pensamento alegando pra si mesmo que era coisa do tempo. Já no consultório, algumas pessoas esperavam ansiosos por sua vez... E como em toda sala de espera, havia conversas paralelas que ele não distinguia umas das outras, quando alguém ao seu lado lhe chamou a atenção e ao olhar, sentiu um descompasso no coração, algo além de tudo que ele já sentira na vida! Então eles começaram a conversar sobre coisas corriqueiras, e o assunto foi desenvolvendo e foi se descobrindo ali uma sucessão de afinidades, e ele olhava cada detalhe dela com minuciosa atenção, foi aí que seu filho chegou. Fim da seção. Uma despedida informal pra nunca mais, pensou ele.
Mas ao retornar pra casa, Daniel já não era mais a mesma pessoa, e trazia consigo um notável brilho no olhar, que aos olhos cansados de Ingrid, passaram despercebidos, e nesse mesmo dia, ele se pegou lembrando feições daquela adorável desconhecida.
Os dias passaram levando com eles o brilho do olhar de Daniel. E se passaram vários dias, até que aquela história caísse realmente no esquecimento. Certo dia, Daniel, prestativo como sempre, saiu com Ingrid para fazer compras, e ele fazia isso todos os meses e não tinha a menor noção do que era compro, ou os gostos de Ingrid, tudo ia bem, até que ligaram do serviço de Ingrid e ela teve que sair às pressas para atender um cliente em potencial. Saiu Dalí deixando Daniel com uma enorme lista nas mãos, e se sentindo perdido na selva. Ele sem saber o que fazer, ficou certo tempo vagando entre as gôndolas do supermercado pensando por onde começar, em dado momento notou que alguém o olhava insistentemente, e ao vira-se, eis que ele sentiu de novo o coração sair pela boca de emoção, era ela, e ele nem sabia seu nome! Cumprimentaram-se com sorrisos amarelos, e ela perguntou se ele precisava de ajuda, pois parecia perdido. A partir dalí, fazer compras ficou muito gostoso, e de novo perderam a noção do tempo ao final da compra, ele já sabia tudo que precisava saber sobre ela, e agora ele a achava mais linda e encantadora que antes, mas a Líviah, esse era o nome dela... Era uma mulher casada, esposa devotada e mãe de dois filhos, e mesmo assim ele resolveu trocar telefone com ela. Sorrisos vergonhosos na despedida e uma sensação de algo perdido na volta pra casa. Ainda na porta de casa, ele ficou horas olhando para o telefone a espera sabe-se lá de que! O dia seguinte foi muito longo, e o outro maior ainda, ele sentia falta de algo que ele não tinha em casa e que sem saber ao certo o que era apenas sentia falta! A semana seguinte passou pesada.... Depois de uma noite mal dormida, ele chegou à conclusão de que precisava ver a Líviah pra acalmar seu coração, ele sabia que era dela que ele sentia falta, mas não queria admitir em respeito a Ingrid e aos filhos, mas a vontade de vê-la era grande demais, então ele não conteve o impulso de ligar, e por incrível que pareça, ela também queria vê-lo muito. Marcaram num café simples, aconchegante e discreto. No dia e hora marcada, lá estavam eles feito adolescentes, mãos suando e calafrios pelo corpo, uma sensação jamais sentida por ambos, mas que era bom e os deixava fora do ar. Começaram no café e terminaram no sétimo céu. Dalí por diante foram cafés, lanchonetes, restaurantes, chás, sorveterias, motéis e até viagens.
E tudo era lindo, e junto eles perdiam a noção do tempo. Cada encontro era melhor que o outro, e dentro de casa Ingrid, sempre tão atarefada, nem percebia seu casamento se afundando.
Passado quase um ano desde o café, Daniel não agüentava mais um minuto longe de Líviah, que sentia seu mundo despedaçar! Decidiram então darem um tempo para que pudessem se separar, e permanecerem juntos para sempre. A distancia foi dura, mas necessária entre eles, pois se amavam mais que tudo na vida e queriam ficar juntos de verdade.
Em casa, Daniel abriu o jogo com Ingrid e disse que não dava mais pra ficarem juntos, e como toda separação, foi doloroso pra ambos, mas foi feito com dignidade segundo ele. Ingrid estava amparada, agora é correr para os braços de Líviah e morrer de amor, de felicidade, pois acabara de descobrir que toda a vida ele a esperou e agora o momento seria apenas deles, sem terem que se preocupar com o mundo. No dia e hora marcada, lá estava Daniel a esperar pela amada, ansioso, sentia tudo e nada ao mesmo tempo. Quando Líviah chegou, ele mal viu a hora em a pegou no colo, carregou para o quarto da nova casa e fizeram o amor mais gostoso de toda vida... Ele se sentiu jovem de novo, amar faz muito bem ao corpo e a alma. Fitando-a nos olhos, a viu levantar e vestir-se correndo, como quem tem mesmo que correr, foi então que ele viu em sua mão que ela ainda usava aliança. Sentiu seu coração congelar de medo, mas era real, pois ela por impulso olhou para a mão e começou a dizer que não podia fazer isso, que era loucura, que seu marido a amava, que ela devia fidelidade a ele e que não podia fazer isso com ele, pois era o pai dos filhos dela. Virou as costas e saiu deixando Daniel com olhos rasos em lágrimas. Nem fôlego para gritar ele teve. E assim permaneceu as horas seguintes pensando nas juras de amor que fizeram, em onde foi parar a coragem que ela tinha no último encontro, e se ela diz amá-lo tanto assim, porque ficar com o marido se não o ama? Ficou se questionando e chorando até dormir! Atrás ele foi uma, duas três, vezes, insistiu, persistiu, mas ela não voltou atrás.
E assim passaram- se dias, semanas, meses e dez anos até então. Hoje Daniel continua sentindo o mesmo sentimento de antes, o mesmo calor, a mesma doçura e afeição. Mas nunca mais se abriu ao amor, se relacionou com outras mulheres, mas sem interesse, não se permitiu amar ou ser amado, sempre que via que estava havendo envolvimento encerrava as relações. Hoje Não tem mantido contato com ela, mas tem seu endereço, e amigos em comum dizem que ela liga querendo saber da vida dele e diz que o ama mais que tudo na vida e que também sente ainda as mesmas coisas como sentia antes, que qualquer hora dessa larga tudo e vem atrás dele. E sem entender o porquê dela agir assim, se muniu de toda coragem do mundo e resolveu fazer o que devia ter sido feito há dez anos. Vai correr atrás de se amor, pois nunca é tarde se a recíproca é verdadeira. Ele vai sair em busca dela e a trazer de volta pro lugar de onde ela nunca devia ter saído... Seus braços.
Paracatu, 28 de Abril de 2010

Um comentário:

Unknown disse...

amo essa historia ela e minha de verdade rsrsrs